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quarta-feira, 8 de março de 2017

Expedição Brasil até ao Alaska - Diário do dia 24/02 a 02/03/2017

Diário do dia 24/02 a 02/03/2017
O dia tinha sido insuportável pelo calor, marcando 41ºC e ainda mais, a areia do deserto e a paisagem que não mudava, somente o relevo.  Fomos ao Supermercado Plaza Vea na cidade de Sullana. É um grande supermercado, com banco, home centro, e restaurantes. Fui conversar com o segurança e me deu permissão para ficar ali. Bem, dormimos muito bem a noite no estacionamento do Supermercado e no dia seguinte, decidimos ir pelas montanhas, deixando temporariamente o litoral de lado. Queremos um pouco de frio!
Fomos por Macara (EC) e na saída do Peru, uma má vontade de um policial, só dedando no celular. Só informava que tínhamos que ir para outro guichê e nós dizendo que já tínhamos ido e ele não olhava para o documento. Tive que ser um pouco mais incisivo, aí olhou o documento que tínhamos dado entrada no Peru, deu carimbo, aí fomos para o seguinte para dar a saída. Perfeito! Simples, tirando a má vontade de uma pessoa, que não desmerece o simpático atendimento dos demais. Nós já tínhamos passado por essa fronteira em 2004/2005 e também foi uma das mais simples que passamos até então. Quando fomos dar entrada no Equador, complicou um pouco, pois estavam sem internet, e tinha somente uma moça para fazer, e não estava muito habituada com os documentos. Tivemos que ir até ao centro de Macara para dar sequência a entrada no MH no país. Depois de tirar foto do MH, escanear todo os documentos meus e do MH, recebi o documento de entrada do carro e tive que voltar até a fronteira para pegar um carimbo. Isso levou em torno de 2 horas. Se tivesse a conexão de internet no momento, levaria alguns minutos. Mais, tudo bem! O povo nos recebeu muito bem! Dali fomos atrás de um Guia de Informações Turísticas, Mapa, enfim nada! Restou-nos irmos ao setor de turismo na Prefeitura de Macara. Destaco que nos receberam muito bem, e deram alguns mapas e guias para que possamos ver o que tem de novo para visitar.
Dali fomos subir as montanhas, e tivemos depois de muito tempo, contato com a chuva e com o clima das montanhas, mais ameno. As chuvas nos dias anteriores tinham provocado bastante estragos nas estradas e tinha muita pedra na pista. Mas o asfalto está muito bom. A moeda no Equador é o dólar, enfim não tem os problemas de cambio. Tudo facilita. Fomos dormir na praça central da cidade de Catacocha ao lado da Igreja Matriz.
Reabastecemos o MH de Diesel e para a nossa surpresa o preço estava excelente: US$ 1,03 o galão. Que corresponde a R$ 0,88 centavos de real por litro de diesel. Notícia boa!!!
Aqui também é carnaval. Seguimos para a capital da província de nome LOJA (LORRA – em português) que é considerada a capital da música, com excelente teatro junto ao Parque Jipiro, sendo considerado o primeiro Parque Temático Multicultural da América do Sul, contendo 09 culturas Étnicas da Humanidade. Na cidade desfile de carnaval era manifestado por diversas comunidades e não tinha dança. Simplesmente desfile com música e algumas fantasias. No parque tinha shows de diversos cantores regionais. Outra coisa interessante: Eles jogam agua nas pessoas na rua e também espumas. Em qualquer pessoa na rua, independentemente da idade. E ninguém reclama! É CARNAVAL.
Quando estávamos no caminho para LOJA, paramos numa entrada de uma pequena vila, na E35 Pan-americana, para fazermos o nosso almoço e tinha um casal parado no seu carro e viram que era do Brasil e veio conversar. O jovem estava bebasso, e trouxe um copo de Rum para mim beber. Disse-lhe que estava dirigindo e não se pode beber quando se vai dirigir. Ele espantado, arregalou os olhos como se fosse algo absurdo que eu disse. Bem, o que deixou a entender era que beber e dirigir para ele era normal. Isso nos deixa um pouco mais preocupados, pois se tiver mais pessoas pensando como ele...enfim vamos redobrar os cuidados no trânsito, ainda mais no carnaval.
Seguimos a nossa rotina diária, e depois de tomarmos o nosso café da manhã, arrumamos o MH e seguimos com destino a Baños, próximo a Cuenca, ou seja, é praticamente em Cuenca.
Não sei se comentei anteriormente, mas para quem viaja de MH acho interessante como apoio o APP da IOVERLANDER, tanto para o sistema Android, como para Apple. Pois ali, consta os pontos de apoio no mundo todo, oficina, hotel, mercado, camping, etc. Outro interessante é o MapsMe, pois você baixa o país para onde vai, e depois não precisa de internet. Falo isso, porque os dois estão sendo de muita ajuda, pois o meu Garmin não está dando orientação de estrada no Equador, pelo menos até o momento. Deixo claro que está atualizado o mapa da América do Sul e também o da América do Norte. Pode ser que neste trajeto não tenha a cobertura do satélite, vou continuar utilizando, pois dá a distância, altura, velocidade e só não mostra a estrada e a direção.
Em Baños, todo Hostal tem agua termal e assim, você paga uma taxa e pode utilizar a piscina. Nós ficamos estacionados em um terreno do Sindicato dos Motoristas de Baños, como era carnaval, estava fechado o sindicato, e no local tem traves de um campo de futebol, que é usado pelos estudantes. Dormimos duas noites no local. A noite da chegada, e como já era tarde para os banhos nas piscinas termais, ficamos mais um dia. Íamos com o MH até o estacionamento do Hostal, pagamos a taxa de utilização da piscina que era de US$ 3,20(três dólares e vinte cents) por pessoa. E no final do dia íamos para o terreno do Sindicato. Aí me perguntas: Por que não ficaram no estacionamento do Hostal? Por uma diferença singela de US$ 16,80(dezesseis dólares e oitenta cents) por pessoa. Ou seja: US$ 33,60(trinta e três dólares e sessenta cents) para passar a noite o MH estacionado, sem direito a luz, água, etc.
De Baños seguimos para a cidade de Cuenca, muito bonita, organizada e o centro cheio de policiais. Enfim na parte histórica, posso dizer que muito segura. Como era feriado, os estacionamentos nas ruas estavam liberados. Como fomos bem cedo, encontramos um lugar ao lado da matriz. Ali deixamos o nosso MH e fomos conhecer a cidade. Almoçamos na cidade em um restaurante turístico, provamos os sorvetes artesanais e partimos pela E35, no sentido das montanhas. O clima para nós estava muito agradável, em torno de 11 ºC, e dentro do MH um pouco mais alto, mas confortável. O tempo continuava com chuva e neblina. Tocamos quase ao anoitecer e paramos em cima da serra num posto policial que tinha um pátio bem grande. Pedi a autorização para passar a noite, que me foi concedida com muita gentileza. À noite, uma sopa, um bom vinho e de sobra um filme de DVD para relaxar.
No dia seguinte, continuamos pela E35 e depois pela E28 e atravessamos Quito e dormimos num Posto de Combustível, (aqui se diz estação de serviço) na cidade de Ibarra.
Estamos saindo do Equador e não posso deixar de comentar a diferença que encontramos o país desde a nossa primeira visita no ano de 2004. O país mudou muito. E claro, para melhor. As rodovias são muito boas e foram feitas grandes obras nos acessos das principais cidades. Quero destacar também a educação, simpatia com que os equatorianos tratam os brasileiros. Quando olham atrás do nosso carro, e identificam que é do Brasil e que estamos indo para o Alaska, buzinam, fazem sinais de positivo, enfim cumprimentam todos nós. Outra coisa: as cidades são limpas, não se vê lixo na rua das cidades e também nas rodovias. Fazendo um comparativo, eu sei que são países diferentes, mas não posso também deixar de comentar sobre o Peru. Eu gosto muito do Peru, mas nesta parte do lixo, me decepcionei. Creio que retrocederam. Além do lixo nas cidades, ruas, deserto, observei os carros nas rodovias, pois sem a menor cerimônia, jogam garrafa, plástico, latinha de cerveja, etc. Uma tristeza. No Brasil também tem muitos lugares assim.
Bem, amanhã seguimos em direção a Tulcán para darmos a saída do Equador e Entrada na Colômbia.
Chegamos por volta de meio dia na fronteira do Equador. Muito confuso e tinha uma fila enorme. Demorou em torno de duas horas para fazer todos os trâmites. Demorou, mais o pessoal era todos muito cordiais.
Atravessamos a ponte e seguimos para a fronteira da Colômbia. Tinha uma fila. Mais estava bem organizado e o atendimento também cordial. A confusão estava no trânsito, pois o estacionamento era pequeno e também havia obras na rodovia e tinha fila dupla, enfim um sufoco. E para complicar era numa subida. Um carro atrás do outro. Quando parou de repente, fui sair e o carro voltou um pouco para traz e bateu no carro de que estava muito encostado. O nosso não estragou nada, ou melhor quebrou a tampa do engate de luz para o reboque. Desço do MH, e vejo que a camionete que estava atrás já estava amaçada e também com ferrugem. Olhamos pedimos desculpa um para o outro e seguimos. Um pequeno sufoco na saída do Equador e entrada na Colômbia.
Uma coisa importante para os viajantes de MH. Eles pedem o seguro SOAT, um seguro obrigatório nos como Chile, Peru, Equador e Colômbia. Não existe este tipo de seguro para MH. Somente para automóvel. Tentei fazer e não tem. Tem gente fazendo de automóvel para o MH, mas não tem valor em caso de acidente. Essa é uma dica. Quando os policiais me pedem, informo que não tem para MH (Casa Rodante) e mandam seguir.
Continuo no próximo Post falando sobre a nossa travessia na colômbia.



Fronteira Peru.Equador
Montanhas Equador
Palta - Equador
Saragusa
Venda de Porco
Loja
Cuenca
Cuenca
Saída Equador em Tulcan

3 comentários:

  1. Olá. Encontrei o blog de vocês através do site da Santo Inácio. Confesso que esta espetacular viagem é um dos meus grandes sonhos de vida. Estou ansioso para ler as próximas postagens. Desejo toda a sorte do mundo e que vocês façam Ótima Viagem. Que Deus vos acompanhe.

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  2. Alá Raul e Valquiria, agora falta pouco para entrar em terras desconhecidas.
    Um grande abraço, Chiquinho e Débora.

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  3. Estou gostando muito de suas postagens, genial as fotos.

    Abraços

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